terça-feira, 22 de setembro de 2009

Adeus Amigos

quico.jpg

Tive de partir. Agora deixo-vos sós com o Ventor.

Que o Senhor da Esfera vos ajude a todos. A mim já me levou.

Pedi ao Ventor para publicar as histórias que deixo, mas ele ficou tão triste que não sei se o fará.

Para todos vós, uma marradinha do vosso amigo Quico.

Os meus Blogs ficam suspensos por tempo indeterminado. Dependerá do que irá fazer o Ventor e do nosso amigo Mitonde.

 

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Joana, a nossa Princesa


Joana a posar para o Ventor em 25 de Julho de 2009, no casamento, e na casa da tia Tata


 

Joana a posar para o Ventor em 25 de Julho de 2009, no casamento, e na casa da tia Tata


Joana, hoje, no seu 9º Aniversário, no Restaurante Mexicano

Joana, hoje, no seu 9º Aniversário, no Restaurante Mexicano 

A Joana, (lembram-se dela?) é a nossa Princessa. Minha e do Ventor. Já lá vão 9 anos que a vemos crescer. Quando eu estava bom, fugia à sua frente para ela não me puxar o rabo. Agora sinto-me triste porque não tardará muito, perdê-la-ei para sempre. Mas ela continuará sempre por aqui com a sua família e com o Ventor e tenho a certeza que nunca esquecerá o seu amigo Quico.

Muitas Felicidades Princesa e que tenhas muitos Aniversários sempre prósperos e com muita saúde. Que o Senhor da Esfera nunca te abandone tal como os meus olhos azuis nunca te abandonaram. E quando eu morrer, nunca te esqueças do teu amigo Quico e do Ventor.


domingo, 30 de agosto de 2009

O Muranho e os Lobos

Alguns dos nossos amigos, meus e do Ventor, sabem que eu estou muito doente. Perdi a vontade de comer e tenho muitas dificuldades em respirar. Ando nos Vet's.

Uma noite destas apeteceu-me ir deitar-me junto do Ventor e da minha dona e estendi-me à cabeceira entre os dois.

E, verifiquei, que o Ventor voltou a sonhar!

O Ventor fez-me muitas festas na cabeça e, algum tempo depois, adormeceu. E deixem que vos diga, não tardou muito que o corpo dele nunca mais parava. Eu percebi a aflição dele mas não podia acordá-lo. Só se fosse à dentada ou à unhada e isso não podia ser porque o Ventor não merece nada disso. Alguns dias atrás ele já tinha tido o mesmo sonho mas não deu para acabar pois acordou aflito. Ele contou-mo, mas não lhe dei importância!

Então não é que, dias depois, voltou a reiniciar o mesmo sonho!

O Ventor contou-me o que sonhou. No primeiro, foi só a parte do pesadelo e não liguei, no segundo, foi o pesadelo e a parte maravilhosa de ter lobos como amigos. Foi um sonho perfeito!

Pois foi assim.

O Ventor voltou ao Muranho já duas vezes e das duas vezes, em sonhos. Duas vezes depois de lá ter estado na realidade, em 9 de Agosto, com os seus amigos.

Apeteceu-lhe voltar às suas Montanhas Lindas chegando ao Poulo do Muranho já tarde e com muita sede. Tão tarde que já não dava para regressar com dia e foi beber água à nascente e encher o cantil. No regresso já não via quase nada de jeito a não ser a silhoeta da serra da Peneda no horizonte e o vulto negro do cortelho para onde se dirigia e, então, começou a pensar que iria ficar ali, pois sempre era melhor que descer, de noite, aos trombalhões.

Um cão, em Arcos de valdevez. Nada tem a ver com os cães selvagens, pois olhou-me e nem me ladrou. É um belíssimo animal

De repente, sentiu que algo corria em sua perseguição e ele acelerou, fazendo uma grande corrida até ao cortelho, subindo para cima dele. Quando iniciou a corrida ouviu cães a ladrar e os cães eram mesmo maus e com um aspecto horroroso, tipo coiotes. Era uma matilha de cães selvagens que queriam atacar o Ventor. O Ventor, a alta velocidade, só parou em cima do cortelho, com a sacola das máquinas, o comer, a água e o cajado que teve o cuidado de pegá-lo quando subia. Depois os cães queriam subir para cima do cortelho e o Ventor defendeu-se, valentemente, com o cajado. O coração dele parecia bater a 200 à hora.

Depois, enquanto continuava a grande escaramuça com os cães a tentarem subir e o Ventor à paulada neles, lobos começaram a uivar do lado da Serrinha. O uivo dos lobos cada vez se tornava mais intenso à medida que se aproximavam. Era um uivar desesperado e pouco tardou, eles faziam grande correria no Poulo rumo ao cortelho. Os cães selvagens fugiram pelo Muranho abaixo, rumo à Naia. Mas os lobos sentaram-se, muito cansados em redor do cortelho de costas para o cortelho e para o Ventor e foi aí que o Ventor teve um momento de tréguas que aproveitou para tirar o telemóvel e ligar para toda a gente. Mas ninguém o ouvia!

O Ventor pensou que iria ter de resistir àquela alcateia de lobos porque eles estavam muito cansados e não tardaria muito, iriam lançar o seu ataque. Assim, tal como eles, aproveitou para descansar um pouco e continuar a tentar telefonar. Depois começou a pensar porque terão aqueles seus velhos antepassados, construído o cortelho tão baixo! Ainda por cima, naqueles tempos, haviam muitos mais lobos que hoje!

A noite avançou e os lobos mantiveram-se sossegados, sempre de costas para o Ventor. Ele contou seis lobos mas, depois, chegou outro lobo velho, coxo, que se foi sentar virado para o Ventor, em frente dos três que estavam do lado da fonte. Os três lobos deram ao rabo e o ventor viu o quarto lobo à sua esquerda a olhar de lado e a dar ao rabo, também. Por fim o Ventor resolveu enviar város S.O.S., pois podia ser que alguém o ouvisse. Ele transpirava e estava encharcado e começou a sentir a frescura da noite no Muranho, onde nunca tinha dormido.

E o Ventor continua a contar-me a sua odisseia que diz nunca mais esquecer:

"Ao raiar da aurora, os lobos permaneciam na mesma posição e, vindo da Naia, comecei a ouvir o som de motores de veículos em movimento pois tinham ouvido os meus S.O.S.. Lá longe, sobre o Xerez espanhol, aparecia vermelho de raiva, o meu amigo Apolo que me dizia": «tem calma Ventor, tudo vai correr bem»!

O roncar dos motores de poderosos veículos vermelhos que subiam do Poulo da Ferrada, rumo ao Muranho, parecia que faziam tremer todas as montanhas à sua volta, e o Ventor disse-me que até o S. Bento do Cando primeiro e a Senhora da Peneda depois, se colocaram em sítios de maior visibilidade para ajudarem o Ventor a esquecer o início deste sonho. Com a presença da luz de Apolo a iluminá-lo, tudo parecia começar a ser diferente, mas os bombeiros chegavam vestidos de vermelho, vejam lá, e de carabinas em riste que deixaram o Ventor tão nervoso como os lobos.

Sim, porque os lobos permaneciam nervosos nos seus postos!

O Ventor pediu aos lobos para sairem dali o mais rápido possível porque os homens que vinham em seu socorro, vinham armados com carabinas de longo alcance.

"vão-se embora! Fujam"! Gritava-lhes o Ventor.

Os lobos, nervosos, pareciam tê-lo ouvido e o lobo velho, virado para o Ventor, acenou a cabeça e todos os outros se puseram a caminho.

O lobo velho foi atrás deles, coxo, tentando acelerar o seu passo, mas o Ventor reparou que, à saída do Muranho, iniciando a subida da Serrinha, só iam 6 lobos. Um dos homens da primeira viatura que chegou junto do Ventor, apontou a carabina aos lobos que iniciavam a subida da Serrinha em alta correria, exactamente, no mesmo local, onde o Ventor há muitos anos viu o primeiro lobo numa montaria. Ele fez menção de lhe mandar o cajado para lhe acertar e fazer falhar o tiro, mas o Bombeiro, vestido de vermelho, disse-lhe que estava só a fazer mira, que os lobos não podiam ser abatidos, que ficasse descansado. E o Ventor ficou!

O Ventor explicou aos bombeiros que os lobos não o atacaram, mas que o ataque foi apenas realizado por cães selvagens e, pelo que observou, achava que os lobos vieram em correria para o defender desses cães maus.

Depois, quando o chefe dos bombeiros pediu ao Ventor para entrar num dos carros, o Ventor disse que não saía dali sem beber água mais uma vez, e dirigiu-se à nascente.

"Este gajo é parvo disse um dos bombeiros. Passou uma noite horrorosa e mesmo assim não tem pressa"!

O Ventor tinha contado os lobos que subiam a Serrinha e faltava um - o lobo velho coxo! Os outros seis lobos sentaram-se no horizonte, da Serrinha a olhar o Muranho, enquanto o Ventor se dirigia à nascente. Chegando à nascente, saíu de entre as urzes o lobo velho coxo e o Ventor perguntou-lhe o que faziam ali se em toda a noite nunca o atacaram. O lobo velho coxo, disse ao Ventor : "nós nunca puderíamos deixar que os cães selvagens atacassem um dos nossos melhores amigos"!

O Ventor e o lobo velho abraçaram-se, como dois homens e, quando o Ventor olhou para o cortelho estavam ajoelhados no chão, um grupo de bombeiros com as carabinas apontadas mas, o Ventor, muito inseguro quanto às carabinas, fez sinal com o braço para ficarem quietos. Os bombeiros, ao verem o Ventor e o lobo abraçados, começaram a bater palmas e os outros seis lobos no horizonte da Serrinha, visto do Muranho, começaram a uivar.

O som dos seus uivos continua a martelar o cérebro do Ventor!

O porquê deste sonho, na opinião do Ventor?

1 - Há alguns anos atrás, contaram ao Ventor que existiam cães selvagens nas fraldas das suas Montanhas Lindas e que os lobos é que pagavam os seus estragos.

2 - Há dias, na televisão, o Ventor ouviu alguém dizer que haviam cães selvagens que procriavam na serra da Arrábida e se podiam tornar perigosos.

3 - Os amigos do Ventor e a minha dona, insistiram com ele para dormir nos Cortelhos do Muranho quando em 09 de Agosto foram fazer a sua caminhada à Pedrada. Assim, sempre veriam o pôr do Sol no Alto da Derrilheira e depois veriam o seu nascer sobre as montanhas do Xerez espanhol. Eles emprestavam um saco cama ao Ventor.

Mas o Ventor não queria, de maneira nenhuma, deixar a minha Dona só e disse, sempre, que não, ficando, no entanto, com a esperança de um dia isso vir a acontecer. Depois, terá sonhando, imaginar como seriam as partes negativas e positivas de uma dormida nos Poulos do Muranho ligando tudo que no seu cérebro tinha a ver com o assunto, não se esquecendo do lobo que, no final da década de 50 viu subir, correndo, rumo à Serrinha, exactamente no lugar que contou a retirada dos seis lobos que, tão simpáticamente, o vieram a defender dos cães selvagens imaginários.

São complicados os sonhos, não são?

domingo, 17 de maio de 2009

Ainda a Bomba

A bomba foi lançada mas parecia que não ia resultar.

Isto é: a bomba que a minha dona lançou contra os seus inimigos, esteve quase a não fazer efeito. Teria sido uma precipitação do sistema, ou dos sistemas! A ordem era para travar a segunda bomba!

Outra frente de batalha iria ter prioridade sobre a bomba. A minha dona iria voltar a ser operada à coluna. O neurocirurgião telefonou-lhe que não tinha outra hipótese e até chegou a marcar o dia, mas a vida é má para muitos e um puto apareceu com um tumor no cérebro e isso, claro, requeria prioridade. Por isso foram metidos travões nessa frente e a minha dona resolveu continuar a lançar as bombas contra o inimigo que muito a faz sofrer e lhe deu cabo da coluna. Agora vai ser ela quem decide. Não haverá travões no lançamento das bombas. Duranre algum tempo, todos os outros campos de batalha tentarão reorganizar-se.

Isto é, de facto, muito complicado!

Há vários anos atrás, se a informação estava correcta, ou melhor, era correcta, um avião americano deixou cair, então, em território espanhol, duas bombas atómicas, bem, mas bem superiores às de Hiroshima e Nagasaki! Mas, por obra do acaso, por felicidade de todos ou, por decisão do Senhor da Esfera, elas não explodiram. A informação era que os grandes  sistemas de segurança, creio que seis, não falharam!

Pelo menos foi isso que foi lido nos jornais, foi o que passou para o público, disse-me o Ventor.

Não sei se sabem, mas o Ventor contou-me nas suas histórias, que muitas bombas, aquelas que não são atómicas, não rebentam! São lançadas das alturas e deitam as mãos à cabeça a gritarem que não querem rebentar. Caem e não explodem!

Há também aquelas, pelo menos houve que, quando o avião iniciava a rodagem na pista, se recusavam a prosseguir viagem, ficando no chão tal e qual como estavam debaixo das asas do avião (nos porta-bombas).

Também aparecia, de vez em quando, uma ou outra bomba "estérica" que iniciava a corrida com o avião pista fora e, de repente, desistia lançando-se no alcatrão sem medo de partir a cabeça e o avião levantava voo a correr por cima e ela a correr por baixo, pista fora, como que a ver quem chegava primeiro ao fim da pista!

Mas, no caso que me interessa, a minha dona preparou tudo e lançou a bomba! Mas vozes mais altas que a "bomba" se levantaram.

Pára tudo! Não lances mais ... esquece por uns tempos!


É assim que eu e o Ventor vemos a minha dona

Questões de diplomacia, sabem? A diplomacia faz guerras, trava guerras e também as acelera. Prepara os cessar-fogos e sabe-se lá que mais se passa naquelas cabeças feitas! A minha dona foi submetida a fortes pressões "diplomáticas" por altas personagens de vários corpos diplomáticos para fazer uma travagem no prosseguimento das hostilidades. Isto é, teria de desistir, para já, de lançar aquele tipo de bombas!

Numa guerra são necessárias várias estratégias e várias tácticas, conforme as frentes nos campos de batalha.

Estrategicamente, a minha dona tem um terrível combate global em todos os terrenos. Tacticamente, a minha dona é obrigada a fazer uma guerra mais contida. Por trás, está o Ventor a supervisionar tudo!

É uma luta desgastante e terrível e o Ventor não gosta nada de perder! Cada batalha desencadeada é supervisionada pelo Ventor e, se ele não gosta nada de perder, não está muito certo de vir a ganhar esta!

Mas ele diz-me: " o combate é terrível, Quico, e vamos ter de ganhar"!

Será que a minha dona vai ter forças suficientes para levar esta batalha até ao fim e sair vencedora? Eu nem sei se ela quer sair mesmo vencedora mas, pelo menos, não ter uma vida tão atribulada!

Há alterações tácticas nesta guerra. O próximo capítulo ditará o futuro! Entretanto, fico á espera!

Mas, no passado dia 13 de Maio, mesmo sem o Ventor e a minha dona saberem, eu pedi muito a nossa Senhora de Fátima por ela. Ouvi uma história contada pelo Ventor que, quando o exército de D. Nuno Álvares Pereira passou nos campos da Cova da Iria para combater os castelhanos, em Aljubarrota, todos os cavalos se ajoelharam!

Isto quer dizer que, já muitos séculos atrás, nossa senhora andava por ali.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Minha Dona e a Bomba

A minha dona está metida numa guerra há 13 nos.

Houve uma espécie de guerra fria durante algum tempo e, em 1997, foi declarada a guerra total que, pelos vistos, se manterá até à eternidade.

É uma guerra que começou com sinais de fumo, com som de tambores, com fisgas, com fundas, como a de David e, de repente, tudo se encaminhou para a guerra total!

Neste momento, a minha dona transporta uma maleta a que o Ventor chamou "Enola Gay". Isto, porque, um dia, num invólucro a que chamaram "Enola Gay", o mundo iria conhecer (se ainda tinha dúvidas) o poder destrutivo das armas.

Agora a minha dona dispõe  de um poder sem igual, na sua guerra e, ontem, chegou a casa e, transportava para a nossa grande Base, o seu "Enola Gay".

Ela possui, nele, o seu poder destrutivo e vai empregá-lo!



Esta maleta é o "Enola Gay" da minha dona

A minha dona foi atacada por um terrível inimigo que o Ventor me disse, chamar-se "AR". Não, não! Não é a Assembleia da República. Se fosse essa a fazer tanto mal à minha dona, aposto que o Ventor já teria arranjado coragem para a mandar pelos ares! Estejam descansados senhores deputados e todos que aí trabalham.

O nosso inimigo chama-se AR, mas a Artrite Reumatóide. Nada de confusões!

A minha dona já foi "cobaia" onde várias armas foram experimentadas para o mundo utilizar contra este terrível inimigo. E, de todas essas armas, foi esta que deu à minha dona algum tempo de sossego.

Chama-se Humira.



Dentro dessa caixinha que vinha no Enola Gay da minha dona, estão duas bombas

A Enola Gay da minha dona transporta, no seu interior, essa poderosa arma contra a Artrite Reumatóide e, a minha dona diz-me que espera dela a mesma eficácia que em tempos sentiu.

Sim, porque a minha dona já é especialista nesse tipo de arsenal!



Este é o Enola Gay que tirei da Wikipédia. Foi este o B-29 que o Tenente Coronel Paul Tibbets Jr., então com 30 anos, comandava o 509º Agrupamento aéreo dos Estados Unidos e escolheu para lançar o seu ódio, em 6 de Agosto de 1945, sobre o seu inimigo amarelo, em Hiroshima que, de um modo cobarde, tinha atacado, Pearl Harbour, pela calada, quase 6 anos antes e sem declaração de guerra. Hoje somos todos amigos mas essas coisas não se fazem! O Ventor admite que o ódio do coronel Tibbets pelos seus inimigos de então, fosse tão grande como aquele que sente pelos inimigos que atacam, sem dó nem piedade, a minha dona.

Claro que a utilização de bombas poderosas terá, concerteza, os seus péssimos efeitos colaterais.

Ora, como podem calcular, esses efeitos serão tanto maiores quanto maiores forem as fragilidades envolventes.

A minha dona está muito frágil devido a tantos combates e o Ventor sente-se impotente para a ajudar, com mais eficácia, mas tomou a guerra da minha dona a peito e fez da guerra dela uma guerra dele também.

Diz-me o Ventor que a guerra vai ser total!

domingo, 12 de abril de 2009

Mais uma caminhada do Ventor

O Ventor tem caminhado alguma coisa por aqui e não só, mas desta vez andou no meio das cabras!

Ele foi ver as flores das olaias a murcharem e cairem, mas acabou por fugir à chuva e foi parar ao meio das ovelhas e das cabras.

Além das ovelhas e das cabras, ainda desejou uma boa Páscoa a melros, gaios e garças. É assim que o Ventor gosta. Até desejou boas festas aos amigos do Remúlio e Quiríula!

Agora que me apeteceu ir meter-me com as amêndoas dele para ver se arranjava algumas para mandar para vós, começou a perguntar-me para que raio eu queria as amêndoas!

Disse-lhe que era para oferecer aos meus amigo(a)s da Net e ele ficou a olhar para mim e disse-me: "dá-as todas que me dão cabo dos dentes"!

Ora se lhe dão cabo dos dentes eu acho que o melhor é não as dar a ninguém porque também lhe podem fazer mal aos dentes! Não será!

Será por isso que o gajo só come três amêndoas no domingo de Páscoa? Ele diz que é para recordar sempre os amigos, mas aproveita. concerteza, para poupar os dentes de uma grande trabalheira!

Mas vejam como ele gosta da bicharada!


Tudo começou aqui. Meteu-se no carro e passou peloParque Central para desejar uma boa Páscoa aos seus belos amigos. Os cisnes dançaram uma balsa para o Ventor


 Estes patos mudos tentaram cantar uma canção para ele


Os cágados planearam montar uma orquestra a correr


Abandonou a festa no Parque Central e seguiu para fazer uma visita às olaias, mas teve de fugir à chuva


Meteu-se no carro e foi deparra-se com as ovelhas deitadas à chuva e com as garças pelo meio, uma verdadeira máquina de limpeza

Enquanto observava as ovelhas os gaios observavam-no a ele. Nem imaginam como ele se sente bem entre os gaios! 


Este até lhe quis oferecer uma blota, e disse-lhe para imaginar que era uma amêndoa da Páscoa

Depois foi para junto das cabras e achou que não tinham nada a ver com as cabras na serra de Soajo. Umas 20 cabras, comparadas com uma vezeira de centenas, não são grande amostra

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Ainda me enchi de coragem e fui roubar a tacinha das amêndoas ao Ventor para aqueles que gostam.


Com esta tacinha de amêndoas, ainda venho a tempo de vos desejar a todos uma

Páscoa Feliz

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Uma Cavalgada ...

... pelo Algarve.

O Ventor, agora, para seus males, não anda montado no Antar. Para cavalgar pelo Algarve, usou um cavalo semelhante ao do D. Quixote, talvez ainda mais calão. Ao menos, podia ter tentado o grande cavalo Strada, do Capitão D'Artagnan.

O Strada era, concerteza, um grande cavalo, mas o Antar é outra coisa. No meio dos dois, entre o Strada e o Antar, está o Bucéfalo do nosso amigo Alexandre "O Grande"!

Mas nesta fase da caminhada do Ventor, pelo nosso Planeta Azul, os cavalos já têm pouca importância. Ele está com dificuldades em saltar-lhe para a garupa e pô-los a correr contra o vento. Against the Wind! Tudo está a falhar na vida do Ventor! Mas, mesmo assim, ele deu umas caminhadas ... e, bem sei que não foram à velocidade que ele gostaria mas, a PDI está a tomar proporções terríveis!



A bela Marina de Vilamoura e os mastros que o Castor quer transformar em sustentáculo de uma nova represa

Vocês imaginam o Ventor a caminhar pelo Algarve, coxo e a ter de arrastar a minha Dona, bem mais pior que ele? Não. Não imaginam, mas eu sei como é! Um coxo a rebocar outro! Mas houve uma coisa que fez que o Algarve, este ano, fosse mais bonito!



O Ventor esqueceu-se de lhe pedir para deixar as palmeiras intactas. Ai as palmeiras!

Quando o Ventor começou a pensar em ir até ao Algarve, tudo começou a correr mal e, mesmo assim, no meio do mal, o Ventor lembrou-se que, noutros tempos, andava por aqui uma Mouchinha que piava e que, cada vez que aparecia, fazia com que o Ventor se lembra-se, através dos seus pios, dos mouchos que, noutros tempos. piavam à sua passagem.



Isto deve ser o passeio público de Vilamoura. Ali as pessoas parecem tontinhas num vai-vém

Os animais, diz o Ventor, são todos inteligentes, alguns mais que outros  e, baseados nisso, ou o Ventor quis conhecer a Mouchinha ou a Mouchinha quis conhecer o Ventor, já não sei como foi, mas sei que o Ventor disse à Mouchinha que, em nome das velhas caminhadas virtuais, e uma vez que a sua caminhada se dirigia rumo ao "Beco do Moucho", se ela tivesse a vontade de vir a conhecer o Ventor, ele tinha, de certeza a vontade de a conhecer! E foi assim que decidiram encontrar-se na Marina de Vilamoura.



O Ventor não liga e fotografa tudo sem perfeccionismos. Dis que assim tudo é mais perfeito!

O Ventor mandou um e-mail à Mouchinha e os télélés dele e da minha Dona e a Mouchinha, linda, como sempre ele pensava que era, disse: "olá Ventor"!

O encontro foi, em Vilamoura, no Bar do Figo! Claro que o Ventor vai onde for preciso com um "animal lindo" e como sabem, os mochos são lindos!

Mas foi ainda mais lindo que o Ventor esperava! Ao chegar a Vilamoura, a Mouchinha esvoaçava sobre a Marina e veio ao encontro do Ventor! Rebocou o Ventor e a minha Dona até ao bar do Figo e, até parecia que o Ventor estava talhado para ter mais uma alegria nesse dia. O Senhor da Esfera assim quis! Numa mesa, estava sentado a falar ao télélé, imaginem só, ... um castor! O Castor (lembram-se do Castor?), estava ali a combinar como seria possível, com os seus dentinhos roedores, começar a destruir mastros e fazer ali uma represa especial!

É que ele sabe como se fazem represas em locais paradisíacos, mas mirava e remirava os mastros dos Yats na Marina a ver se tomava jeito para começar uma nova obra.


Mas em Vilamoura a vaca não foi esquecida. Pois claro que só uma vaca leiteira daria força a Portugal, mas muito leite vem de fora e a desilusão instalou-se ràpidamente!

Eu fiquei com raiva por o Ventor não me ter dito nada, porque se dissesse, para conhecer estes dois, eu até era capaz de ir com o Ventor até ao Algarve. Queria lá saber da viagem. Assim até era capaz de comer uma latinha de musse de salmão, no Bar do Figo! E sempre aproveitava para brindar uma grande saúde com esses dois amigos. Eu e o Ventor ficamos com muita pena por eles terem fechado os seus cortinados e com saudades, mas vamos continuar a ser sempre amigos.



Depois, após o esforço da minha dona caminhar, o inverso, no tal passeio público, com esperas de alento, lá prosseguiram caminho, com o Ventor sempre a espreitar os postes a ver se a Mouchinha esvoaçava entre eles. Mas nada!

O Ventor gosta muito da alegria da linguagem escrita e sentiu a falta dos blogs desses dois amigos. O Castor é especialista a construir represas e a Mouchinha com os seus olhos redondos como os meus, dá alegria ao esvoaçar em volta do Ventor, ou quando pousa sobre um poste a olharem-se, olhos nos olhos!


Por fim, Apolo disse ao Ventor para esquecer os olhos lindos da Mouchinha porque o Castor estava decidido a ir aos mastros e ela ficaria lá esvoaçando de mastro em mastro. E assim o ventor lá arranjou maneira de encaixar esse dia nas suas memórias e que eu, como sempre, lhe prometi colocar aqui, tal como ele me contou

Quando o Ventor vê os seus velhos amigos mochos, lembra-se sempre desta bela amiga que nos dizia sempre, "olá".

Claro que o Ventor tirou fotos para a nossa posteriade, mas não sabe como fez que as fotos foram parar ao cestinho desta coisa e sumiram. Agora não tem mocha, nem Castor, nem nada, mas ele diz que trouxe a alegria da sua presença dentro da sua caixa craniana. Era exactamente isso que eu queria também!

Mas pelo menos, sempre poderei dizer aqui: "Olá Mouchinha Linda", "Olá Castor"!

Adeus Amigos

Tive de partir. Agora deixo-vos sós com o Ventor. Que o Senhor da Esfera vos ajude a todos. A mim já me levou. Pedi ao Ventor para public...