quinta-feira, 29 de setembro de 2005

A Saloia

O Ventor encontrou no blog de um amigo, uma referência a uma nossa companheira de caminhada, mas noutro local. Noutro local do firmamento dos blogs. A  Saloia!


A Saloia, a romeirinha da Senhora da Peneda, será linda como esta borboleta? Será que ela esvoaça por perto do Ventor assim transformada em sonhos? Quem sabe?

E é engraçado que, logo que o vi sorrir, fui todo matreiro espreitar também a janela dessa nossa amiga. O Ventor disse-me para fazer comentários em vez de ficar à janela. Verifiquei que ela era do Norte de Portugal, lá das montanhas do Ventor.

O Ventor disse-me para lhe perguntar se ela conhecia a Senhora da Peneda e ela disse-me que sim e que ia lá todos os anos, e que também já lá foi a pé!

Para aqueles que conhecem o que o Ventor diz na sua Caminhada, sobre a Senhora da Peneda, e sobre os romeiros, calculem como ele ficou quando eu lhe disse que a nossa Saloia, já foi a pé à Peneda!

Ele disse-me logo:

«se calhar foi uma das romeirinhas que me acordaram quando eu ficava espevitado toda a noite à espera da próxima pandeireta»!

Assim, sem o Ventor me pedir, eu gostava de colocar aqui uma flor para ela, mas lembrei-me que, se calhar, ela até poderá ser uma das borboletas lindas que são companhia na Caminhada do Ventor, quando ele anda por solos de Sintra.

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Na Lagoa Azul

Na serra de Sintra, a Lagoa Azul continua a fazer parte das minhas caminhadas. A água da lagoa está esverdeada e já pouco oxigenada. Do meio das algas aparecem peixes tristes neste ano que lhes couve em sorte, a eles e a todos os bichos que com eles partilham os arredores do seu habitat moribundo.

          

 



Libelinhas vermelhas, sobre águas esverdeadas Até parece que as libelinhas, vermelhas, azul claro, azul escuro e tira-olhos amarelos e azúis, se queixam das tristezas que os envolvem. O seu mundo definha e os seus ovos, dá a impressão que não vão ter onde se alimentar. Será que para o ano ainda vamos ver verlibelinhas?


Uma vespa à procura de uma hospedeira para o seu ovo

Estes são os amigos do Ventor que por ali vão vagueando a tentando continuar a sua caminhada, de ramo em ramo, mais algum tempo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Olá Quico

Tenho sentido falta das caminhadas do Ventor, aqui nos meus sítios, mas agora ele trouxe-me com ele (em imagem) para tu me colocares aqui e dizer olá à malta da Net. Até digo olá à mouchinha, embora tenha medo dela. É terrível termos de passar a vida a fugir uns dos outros! Sabes que eu já ouvi um bufo real a apanhar um açor ao cair da noite? Eu que já vi açores a apanhar gaios e pombos, ouvi o açor gritar ao ser despedaçado na escuridão pelo bufo.


Diz-me que sou lindo! O Ventor ficou todo contente quando me viu voar para ele e ficar frente a ele a apreciar aquele olho grande da máquina. O Ventor nem acreditava no meu atrevimento, mas eu sabia que podia acreditar nele. É que eu consigo voar parado e fiz isso mesmo frente aos olhos do Ventor e da máquina, mas ele estava contra o sol! Eh! Eh! Eh! Havias de ver o Ventor a gritar para o nosso amigo Apolo sair da frente! Só eu é que sei! Uma bicadinha para ti quico e para todos os nossos amigos.

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Adeus amigo Max

dois dias que dissemos adeus ao nosso amigo americano - o Max. O Senhor da Esfera vai ficar com ele sempre a seu lado. Ele espera lá por nós.


Max

Max um amigo a valer Não voltará a beber as belas águas do Norte com o Ventor. Não voltará a ver os castanheiros do Mesio. Não voltará a correr no Poulo da Cascalheira nem a beber as águas da nossa nascente divina. Espera por nós Max. Cuida do Bubo


Bubo

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

ACREDITAR

Encontrei, aqui, nos rascunhos “néticos” do Ventor, uma pequena poesia e, conhecendo o Ventor muito bem como conheço, e sendo amigos como somos, resolvi colocá-los aqui para os nossos amigos. Espero que ele não se zangue comigo!

Além disso, sabendo eu que o Ventor tem andado arredado deste nosso cantinho, devido a uma terrível dor na coluna lombar e que sofre serenamente tanto quanto lhes cabe, sei também que ele sente a dor desaparecer quando os meus olhos azuis o fixam e demonstram o quanto sofro com ele, acho que está na hora de ser eu a dizer algo por aqui.

Eu e o Ventor achamos por bem falar aqui de tudo um pouco, mas falar sobretudo dos nossos amigos animais, que tanta gente tão mal trata e que tão poucos se preocupam com eles. Mas se eu tenho por companhia os meus amigos muito próximos como a Joana, o Tomás, a Maria e poucos mais, ouço o Ventor falar de todas as crianças desprotegidas e apesar de ser gato, sei muito bem quanto poderão sofrer longe dos meus olhos tantas dessas crianças pelas agruras que a vida reservou a si e às suas famílias e pelas quais, tanto na Paz como na Guerra o Senhor da Esfera deitou ao abandono não lhes reservando alguma das Suas benesses divinas.

Esta pequena poesia, serve apenas para recordar como eu e o Ventor estamos atentos ao trabalho do nosso amigo Gatsby e o amor de alguns pelas crianças que sofrem de cancro e às quais uma associação dos pais de crianças com cancro, e alguns voluntários e amigos, tentam mitigar o sofrimento das famílias, fundamentalmente, os pais e os filhos.

Os meninos do Gatsby

Para os meninos do Gatsby, com um abraço do Ventor


Meninos do Mundo, de coração aberto,


Dilacerado pela tristeza que o apoquenta,.


Ainda um dia vai ser descoberto


O mal, na flor do bem, que o arrebenta.




Doença macabra onde graça a tristeza,


Que os homens esperam vir um dia debelar.


De dia e de noite com toda a certeza,


Os deuses do amor a irão derrotar.




Por agora, só nos resta a impotência,


E grandes vontades que nos rodeiam por aí


Mais a esperança que colocamos na ciência


E o amor dispensado pelo amigo Gatsby.




Isso tudo, mais a Esperança no Senhor,


E a vontade de outros homens de bem,


Fica aqui um chi-coração do Ventor


Para todos, os pais, e o Gatsby também.


Para aqueles que não conhecem a ACREDITAR, gostaria de vos deixar aqui um link para esta janela onde o amor aquece as almas desesperadas mas não tenho.

É uma forma de prestar homenagem à gente boa que procura ajudar as crianças que sofrem de cancro e as suas famílias.

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Katrina ...

... um nome a não esquecer.

Algumas coisas que podem ver escritas pelos meus amigos do Blogg dos Bichos apenas uma amostra do que será a vida dos milhares de animais da cidade martirizada de Nova Orleães, no estado de Luisiana , USA.

Sabemos como será tão triste a vida daqueles muitos milhares de pessoas que o Senhor da Esfera votou ao abandono, mostrando ao mundo o poder de destruição que a Natureza dispõe sempre que se irrita.

Eu sei que todos choramos as crianças, os velhos, os jovens e todos aqueles que cheios de força, de repente, se viram sós, desprotegidos, envoltos num grande dilúvio, local. Mas sabemos também que os animais de estimação serão parte importantes dessa desgraça.

Que o Senhor da Esfera tenha compaixão por todos os seres vivos que tão violentamente são postos à prova por crimes que não cometeram neste mundo tão desarranjado.

terça-feira, 6 de setembro de 2005

Ventor e os gaios

O Ventor passa a vida, sempre que pode, a tentar tirar uma foto decente a algum gaio e ontem foi um desses dias. Mas os gaios estão metidos em árvores densas como sobreiros, mesmo que despojados, pela seca, de grandes quantidades das suas folhas. Depois as fotos têm de ser tiradas de longe e o contraste de raios de luz entre as sombras, acabam por abafar o êxito da foto, diz ele.

 Um gaio

Ontem entrou, mais uma vez, no recinto dos gaios, mas não via nenhum e nem os ouvia e já estava a pensar que, devido à seca, eles tinham emigrado para melhores paragens. Mas para onde? Perguntava ele!


Este gaio espreita a caixinha Lá no local, diz o Ventor, há um senhor que leva comer aos gatos que se escondem no meio do arvoredo e quando eles vêm o Ventor, pelo sim, pelo não, acautelam-se. Quando o Ventor viu os gatos a comer reparou que, junto deles, nas árvores, se encontravam dois gaios a esvoaçar. O Ventor subiu aquele caminho, procurando dar confiança aos gatos, e reparou que, logo a seguir, estavam dois gaios no chão junto a uma caixa de plástico.


Lá vai esse para a caixinha

O Ventor começou a disparar em todos os sentidos, mesmo que longe, antes que os gaios fugissem. Depois viu uma caixa de plástico e um gaio junto dela. O Ventor reparou que aquela caixa ou teria mais comer para os gatos ou o tal senhor, devido à seca e à falta de água, começou a levar também água para os bichos. E assim foi! O gaio chegou-se à caixa e bebeu que nem um desalmado! Outro gaio foi beber e outro e mais ainda. Andavam pelos sobreiros e entre estes e o muro com os olhos postos na caixa plástica cheia de água.


Este, ainda jovem, estava a topá-lo, mas ele quer é água! Estão a ver? O Ventor vai ter de passar a levar água para os gaios! Não tarda muito, na próxima caminhada, estarei a ver o Ventor sair a porta com umas garrafas de água na mão e a máquina na outra!

 Este vai, mas volta!


Este, diz o Ventor, quase ficou amigo dele

sábado, 3 de setembro de 2005

A tormenta

Vem aí mais uma tormenta, para mim, para o Ventor e para a minha dona. O ambiente está a ficar carregado cá em casa. Os exames vão começar e a minha dona corre grandes riscos. Vai fazer mais uma operação. E segundo ouvi ela dizer ao Ventor o médico veio com os exames na mão à procura dele para lhe mostrar as desgraças, mas ele tinha ido colocar moedas nas malfadadas máquinas sugadoras montadas pelos anarcas chupistas municipais que não sabem fazer nada. Falam dos tempos da outra senhora como tempos de tormenta mas hoje sim! Os roubos são à descarada e à luz do sol e a tormenta semprr a avolumar-se!

Já sei que vou ter um Outono muito triste! Mas triste também está a ser o verão e tempos que se lhe seguirão à desgraça de Nova Orleães, da velha Luisiana e seus vizinhos. Um verdadeiro terror colectivo que vai ter influência no mundo inteiro! E por cá e não só, transformam tudo num colapso político. Até parece que aquela desgraça foi resultado dum comício de paranóicos! A propósito de comícios esta malta política continua toda sem vergonha! Nem o Presidente da República teve vergonha! Foi falar das matas privadas com as matas dos chulos do Estado a arder e sem uma réstia de limpeza! Esta malta não se exerga mesmo! Mas pronto, como não posso ajudar nesta coisa de homens de barro mal acabados, vou deitar-me e pensar nas desgraças que aí vêm.

Adeus Amigos

Tive de partir. Agora deixo-vos sós com o Ventor. Que o Senhor da Esfera vos ajude a todos. A mim já me levou. Pedi ao Ventor para public...