quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Minha Dona e a Bomba

A minha dona está metida numa guerra há 13 nos.

Houve uma espécie de guerra fria durante algum tempo e, em 1997, foi declarada a guerra total que, pelos vistos, se manterá até à eternidade.

É uma guerra que começou com sinais de fumo, com som de tambores, com fisgas, com fundas, como a de David e, de repente, tudo se encaminhou para a guerra total!

Neste momento, a minha dona transporta uma maleta a que o Ventor chamou "Enola Gay". Isto, porque, um dia, num invólucro a que chamaram "Enola Gay", o mundo iria conhecer (se ainda tinha dúvidas) o poder destrutivo das armas.

Agora a minha dona dispõe  de um poder sem igual, na sua guerra e, ontem, chegou a casa e, transportava para a nossa grande Base, o seu "Enola Gay".

Ela possui, nele, o seu poder destrutivo e vai empregá-lo!



Esta maleta é o "Enola Gay" da minha dona

A minha dona foi atacada por um terrível inimigo que o Ventor me disse, chamar-se "AR". Não, não! Não é a Assembleia da República. Se fosse essa a fazer tanto mal à minha dona, aposto que o Ventor já teria arranjado coragem para a mandar pelos ares! Estejam descansados senhores deputados e todos que aí trabalham.

O nosso inimigo chama-se AR, mas a Artrite Reumatóide. Nada de confusões!

A minha dona já foi "cobaia" onde várias armas foram experimentadas para o mundo utilizar contra este terrível inimigo. E, de todas essas armas, foi esta que deu à minha dona algum tempo de sossego.

Chama-se Humira.



Dentro dessa caixinha que vinha no Enola Gay da minha dona, estão duas bombas

A Enola Gay da minha dona transporta, no seu interior, essa poderosa arma contra a Artrite Reumatóide e, a minha dona diz-me que espera dela a mesma eficácia que em tempos sentiu.

Sim, porque a minha dona já é especialista nesse tipo de arsenal!



Este é o Enola Gay que tirei da Wikipédia. Foi este o B-29 que o Tenente Coronel Paul Tibbets Jr., então com 30 anos, comandava o 509º Agrupamento aéreo dos Estados Unidos e escolheu para lançar o seu ódio, em 6 de Agosto de 1945, sobre o seu inimigo amarelo, em Hiroshima que, de um modo cobarde, tinha atacado, Pearl Harbour, pela calada, quase 6 anos antes e sem declaração de guerra. Hoje somos todos amigos mas essas coisas não se fazem! O Ventor admite que o ódio do coronel Tibbets pelos seus inimigos de então, fosse tão grande como aquele que sente pelos inimigos que atacam, sem dó nem piedade, a minha dona.

Claro que a utilização de bombas poderosas terá, concerteza, os seus péssimos efeitos colaterais.

Ora, como podem calcular, esses efeitos serão tanto maiores quanto maiores forem as fragilidades envolventes.

A minha dona está muito frágil devido a tantos combates e o Ventor sente-se impotente para a ajudar, com mais eficácia, mas tomou a guerra da minha dona a peito e fez da guerra dela uma guerra dele também.

Diz-me o Ventor que a guerra vai ser total!

domingo, 12 de abril de 2009

Mais uma caminhada do Ventor

O Ventor tem caminhado alguma coisa por aqui e não só, mas desta vez andou no meio das cabras!

Ele foi ver as flores das olaias a murcharem e cairem, mas acabou por fugir à chuva e foi parar ao meio das ovelhas e das cabras.

Além das ovelhas e das cabras, ainda desejou uma boa Páscoa a melros, gaios e garças. É assim que o Ventor gosta. Até desejou boas festas aos amigos do Remúlio e Quiríula!

Agora que me apeteceu ir meter-me com as amêndoas dele para ver se arranjava algumas para mandar para vós, começou a perguntar-me para que raio eu queria as amêndoas!

Disse-lhe que era para oferecer aos meus amigo(a)s da Net e ele ficou a olhar para mim e disse-me: "dá-as todas que me dão cabo dos dentes"!

Ora se lhe dão cabo dos dentes eu acho que o melhor é não as dar a ninguém porque também lhe podem fazer mal aos dentes! Não será!

Será por isso que o gajo só come três amêndoas no domingo de Páscoa? Ele diz que é para recordar sempre os amigos, mas aproveita. concerteza, para poupar os dentes de uma grande trabalheira!

Mas vejam como ele gosta da bicharada!


Tudo começou aqui. Meteu-se no carro e passou peloParque Central para desejar uma boa Páscoa aos seus belos amigos. Os cisnes dançaram uma balsa para o Ventor


 Estes patos mudos tentaram cantar uma canção para ele


Os cágados planearam montar uma orquestra a correr


Abandonou a festa no Parque Central e seguiu para fazer uma visita às olaias, mas teve de fugir à chuva


Meteu-se no carro e foi deparra-se com as ovelhas deitadas à chuva e com as garças pelo meio, uma verdadeira máquina de limpeza

Enquanto observava as ovelhas os gaios observavam-no a ele. Nem imaginam como ele se sente bem entre os gaios! 


Este até lhe quis oferecer uma blota, e disse-lhe para imaginar que era uma amêndoa da Páscoa

Depois foi para junto das cabras e achou que não tinham nada a ver com as cabras na serra de Soajo. Umas 20 cabras, comparadas com uma vezeira de centenas, não são grande amostra

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Ainda me enchi de coragem e fui roubar a tacinha das amêndoas ao Ventor para aqueles que gostam.


Com esta tacinha de amêndoas, ainda venho a tempo de vos desejar a todos uma

Páscoa Feliz

Adeus Amigos

Tive de partir. Agora deixo-vos sós com o Ventor. Que o Senhor da Esfera vos ajude a todos. A mim já me levou. Pedi ao Ventor para public...