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domingo, 15 de janeiro de 2006

Dia de Festa

O Baptizado da Maria Teresa Vou falar-vos da festa da Maria Teresa. O ventor está para aqui a despedaçar s fotos e eu conto-vos a história.

Quando o Ventor entrou, a Maria Teresa topou-o logo



Depois foi entregue ao Senhor da Esfera

E onde há luz, tem de haver flores Ontem a Maria Teresa foi baptizada. Um ano e três dias depois foi consagrada pelo Senhor da Esfera e saiu pelo seu próprio pé. Ou melhor, segundo o Ventor, saiu ao colo da mãe e depois desceu as escadas com ajuda, mas ao apanhar-se no pátio, fez um gesto e disse: «deixem-me caminhar, deixem-me caminhar»!





E diz o Ventor que caminhou! Caminhou sorrindo para a mãe, para o pai, para os avós, para o Ventor e para todos que a rodeavam. Caminhou olhando o sol desse seu belo dia e caminhou sobre os sorrisos de todos que quiseram e puderam estar presentes como testemunhas destes seus primeiros passos. Será que se lembrou de mim?







Mas a Maria Teresa fez mais do que isso. Sorriu ao receber a luz e chorou as tristezas do Mundo, mas eu acho que ela já sabe que, como diz o Ventor, nesta vida nada vai ser fácil e que, cada passada que damos deve ser bem ponderada, estudada e apreciada. Tudo isso faz parte da nossa caminhada.

 

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Ela sabe como se está bem nos braços do Ventor

 


ou nos braços da minha dona

Os seus amigos estiveram presentes e ela foi sorrindo e foi-se resignando com as travessuras que foi apreciando toda a tarde até ao cair da noite escura. Foi uma tarde de festa e esta foi a primeira festa que a Maria Teresa deu aos seus amigos. Eu aprecio o rescaldo.






Com um ano, ela já observa os que caminham a seu lado e eu notei que ela já sabe bem quem quer que a acompanhe, apesar de ser muito bem dada. É simpática e dá-se com toda a gente mas quando em companhia de gente que quase nunca vê, repara nos seus, afastados, e sorri. Sorri ao ver a mãe, o pai, os avós, o Ventor e a minha dona deambular perante os seus amigos. Ela olha e sorri! E se tem oportunidade, estica os braços e diz com os olhos: «leva-me» ou «não te esqueças de mim»!


Mas o cansaço chegou Por isso, vamos aos bolos


 

Então e um bocadinho de espumante? Porque não!

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Depois da experiência, cada copo que via passer, alarmava-a


Os jogos continuaram

E até houve quem preferisse o isolamento!


Estes divertiam-se à sua maneira. São Trigémios, amigos do Tomás. O João, o Gonçalo e a Maria. Os pais esperavam um e sairam-lhe três. Foi um jackpot. Mas a noite chegou e o melhor era retirar, pois há limites para tudo .


Mas antes, o Ventor ainda deitou uma olhada em redor e pensou que a Marta, se o Senhor da Esfera o permitir, é a flor que se segue. Ela também foi ao baptizado da Maria Teresa.


E o boneco deixou de apreciar as brincadeiras. Ficou só!

Mas para o Ventor ainda não tinha acabado a festa. Por isso, ainda foi visitar os seus amigos que tiveram uma vida atribulada e agora vivem naquilo a que chamarão o céu.


Ele ainda viu o Francisco enrolar-se com a sua amiga antes da deita que o dia for a árduo

E o cansaço convenceu-o mas ainda não o venceu


E eis o momento da preguiça

terça-feira, 3 de maio de 2005

Dia triste

Hoje, dia 3 de Maio, foi um dia muito triste. Triste para o Ventor e triste para a família e os amigos. O mês de Maio é o mês de Maria e foi o mês de Maio que nos levou a Maria. A Maria ainda não completou o meio século e já nos deixou. Diz o Ventor que a Maria, a Maria Luísa, foi transportada para o Céu, nas asas de uma borboleta, ajudada pelos anjinhos, e ficou junto do Senhor da Esfera

Foi esta borboleta, albi-negra, amiga do Ventor, que a levou para o Céu

A Maria, a dona do meu amigo Simão, sofreu muito antes de nos deixar. Deixou-nos a nós, ao Simão, ao Bekas e à Kika. Dois cães e uma cadela muito amigos. Estes foram seus companheiros de caminhada durante os últimos anos. Agora, não vou ouvir mais o Simão e o Bekas a subirem as nossas escadas numa grande algazarra. Agora ficaram sem a dona e vão sofrer muito sem ela, especialmente o Simão e o Bekas.

Muito triste a maneira como a roda do destino estraga as vidas das pessoas e dos animais. Uma doença muito má tirou-nos a Maria à força! O Ventor diz que essa doença tem o nome de um bicho muito mau a que chamam Câncer. E eu que pensava que não havia bichos maus! Pensava que eram todos como eu e os meus amigos e se, eventualmente fossem maus seria porque as pessoas lhes fazem mal também. Mas não. Este é mesmo mau e ataca por sua iniciativa. Homens, juntem-se para combaterem o Câncer!!! Todos nunca são demais!

As minhas janelas

 Nasci no Lugar de Adrão   Na serra de Soajo As Caminhadas por aí   Estive em Moçambique   A Arrelia do Quico   O meu Pilantra s     As bele...