quarta-feira, 13 de abril de 2005

Ventor e o vespeiro

Mais uma história do Ventor e das vespas que aconteceu ontem.

Diz o Ventor que ia num carreiro e junto às suas pernas, apareceu uma algazarra voadora. Esvoaça daqui, esvoaça dali, reparou à volta das suas pernas e viu umas quantas vespas de abdómen vermelho, umas quantas moscas das grandes mais ao lado a esvoaçarem à fresca da manhã. Pirou-se tudo! Gostava de fotografar uma vespa destas - disse o Ventor! Olhou para o chão e viu apenas este buraco.

Um buraco solitário. O Ventor voltou a olhar e vê esta vespa voar em direcção do buraco e enquanto ela ia voando fotografou-a.

Uma vespa

Depois tirou outra já melhor e foi disparando a máquina quando ouviu a bom som. Sai cá para fora. Não tenhas medo. É o Ventor!!! Mas nada saía e o som de dentro das profundezas do buraco era imperceptível. No entanto a barrigudinha continuava a apelar para uma resposta do buraco.

Sai! Sai ... Dizia esta barrigudinha! A barrigudinha vermelha parou no chão frente ao Ventor e continuou a fazer o apelo para que saíssem do buraco.



Espera Ventor que ela vai sair! "Ela"? Sim! A nossa rainha está lá dentro com medo de ti e ... Olha! O Ventor olhou e viu esta envergonhada vespona amarela que vinha das profundezas da sua tenda de Primavera, para apreciar e honrar Apolo. Mas antes pensou que nunca sairia enquanto o Ventor por ali estivesse, pois ela recordou-se dos males que as suas gerações ascendentes têm feito no mundo. Morrem cinco vezes mais pessoas picadas por vários tipos de vespas que mordidas por serpentes venenosas.

Espreitou, espreitou e, num ápice, saíu do encurralamento, dizendo ao Ventor que fotografias não! Que ele agora andava armado numa espécie de "paparazi"! A barrigudinha vermelha olhou o Ventor e disse que também ia e partiu rindo alto, por julgar que a sua rainha tinha medo do Ventor e afinal ela achava o Ventor um paparazi e não queria ser fotografada por ele nem por ninguém. Tem horror às fotografias. Este nosso Ventor anda metido em cada uma! Agora é com as vespas!

terça-feira, 1 de março de 2005

Chegou a minha dona

Já veio a minha dona! Já veio, já!

Eu pensei que ela nunca mais vinha! O Ventor levou-a e nunca mais a trazia! Verdade! A minha dona ia morrendo no Hospital Amadora-Sintra. Ela precisava de fazer uma operação, mas queria o sangue dela. O Ventor levou-a e quase não a trouxe. Os médicos viram-se mal com ela, mas ela precisava de tirar sangue três vezes e só tirou duas, mas à segunda ia morrendo. Levou-a para a clínica de S. António, que é amigo dele e ... safou-se!

Hoje, muitos dias depois, o Ventor trouxe-a! Nem imaginam como estou contente. O Ventor trazia-me o cheiro dela, na roupa para lavar, nas coisas dela, nas flores, nas mãos ... enfim, mas ela nunca mais vinha! Hoje apareceu cá, de ca... ca.... como se diz, Ventor? Ca ...? Está-me a chamar burro! Canadianas!!! Xiii! Que nome tão feio!!!

Mas não interessa. Cheguei a pensar que me ia bater com aquelas coisas. Os humanos não regulam bem!!! ... Mas a minha dona, não é assim. Ela gosta das pessoas, dos bichos, das flores, ... de tudo!! Estava com tantas saudades dela! Agora vamos os três para a cama, mal eu acabe de escrever isto. Os três não, que o Ventor vai desforrar-se, no computador!!! Ele deixa a gente dormir e só depois é que aparece! Um abração para todos vós. Inté, Maralhal!


Eu Quico, sou o gato mais feliz do mundo

terça-feira, 16 de novembro de 2004

O Sol pôs-se para o Nhiço

O meu amigo Nhiço, partiu para sempre. Quando o Ventor tirou esta foto pensou que o Nhiço iria deixar-nos para sempre para bem mais longe que Apolo. Apolo vai e vem e torna a ir e torna a vir, mas o Nhiço, o nosso Xaneco, partiu para muito longe, mas tê-lo-emos sempre no nosso coração.

Tal como o sol, o Nhiço partiu também

O Niço morreu hoje no Hospital Veterinário do Restelo onde passou os seus últimos dias. O Ventor ainda o viu ontem à noite. A dona do Nhiço ainda lhe foi levar um cascol para ele sentir a sua presença. Foi o rins que deu cabo dele. Agora só nos resta sentirmos que tudo o que foi humanamente possível fazer por ele, foi feito. Nem queiram saber como o Ventor está triste pela morte do nosso amigo. Ele ao partir do Hospital disse que nunca mais iria ter o Nhiço a recebê-lo à entrada da porta como, anos atrás, ele e a Cuca sempre fizeram, e actualmente ele e o Zé faziam.

Agora só resta o Zé, o tal que foi tirado da rua "das amarguras", tal como eu. Amanhã o Ventor vai ajudar a enterrar o nosso amigo Nhiço, no Quintal da família. Vai ficar ao lado da Cuca e do Tomás (para quem não ouviu falar deles, estão neste blog, à sombra das nogueiras. E assim, nós sabemos que eles estão ali. A mim, só me resta acompanhar o Ventor na sua tristeza.

segunda-feira, 25 de outubro de 2004

O Nhiço voltou ao Hospital

É verdade, o meu amigo Nhiço voltou ao Hospital do Restelo. Pela 3ª vez ficou aos cuidados dos seus novos amigos. Parece que está tudo mal e o Ventor observou no olhar do nosso amigo grande desalento.

Ele deitava-se escondendo os olhos como que a dizer: "se não me levam daqui o que vêm cá fazer"? Diz o Ventor que é uma tristeza não lhe poder explicar como a nossa amizade é tão grande. Como é terrível ver que de um momento para o outro podem desaparecer lindos pedacinhos de vida!

O Nhiço muito doente 

O Nhiço está desesperado! Já há bastantes noites que não pode dormir na cama dos donos como eu durmo na cama do Ventor. Apenas teve uns intervalitos pequenos para matar saudades. Será que além do seu mau estar também se julga abandonado? Ah, meu amigo!!!!

sábado, 23 de outubro de 2004

O Nhiço está doente

Este meu amigo tem estado muito doente e nós, eu e o Ventor, também estamos doentes por ele, como os donos dele e outros amigos. O Nhiço tem estado na Clínica Veterinária do Restelo para tratamentos. O meu amigo está mais velhote que eu, já era um senhor gato quando eu fiquei com o Ventor e ele e a Magda ficaram meus amigos desde o primeiro dia.

O Nhiço

Ontem à noite já veio dormir a casa ao fim de uma semana. Mal que entrou no carro cheirou tudo e deu muitos beijinhos na dona. Ao chegar a casa foi cheirar as caminhas todas onde costuma dormir, mas estava com saudades da cama dos donos, o seu melhor sítio. Eu acho que se alguma vez tiver de dormir longe do Ventor dá-me um fanoquito!

Às mulheres e homens dos blogs do nosso amigo NetSapinho, peço-vos para serem amigos dos vossos bichinhos e também dos bichinhos dos outros. As nossas riquezas são os nossos donos quando são nossos amigos. Não temos mais nada! Uma marradinha do vosso anigo Quico para todos vós!

domingo, 17 de outubro de 2004

O Sr. Pavão

Olhem como este passarão sabe apreciar a paisagem! O galho do pinheiro é a sua bancada. Dali ele consegue apreciar duas cidades. A Amadora e Lisboa. E lá ao fundo, algures, deve estar o ninho da pega!

 O Sr. Pavão

Mas a bancada consegue encher, segundo dizem ao Ventor, e os bilhetes são de borla! À sua volta o jogo é poder acordar todos os dias. Despedir-se do nosso amigo Apolo à tardinha e dar-lhe as boas-vindas na manhã seguinte.

sexta-feira, 8 de outubro de 2004

Continuo a Observar

Continuo a fazer a minha observação diária. Só que este miradouro já é outro. É daqui que vejo morrer os meu amigos, na rua! Mas tenho de olhar pelas janelas. É aqui que os passarinhos já vêm comer as migalhas que o Ventor lhe põe. Eles não fogem de mim!

Quico

Um dia destes fui levar a vacina e o meu veterinário tinha lá esta coisinha linda, que ficou meu amigo. Havia outro no fundo da gaiola que o Ventor para fotografar, tinha de pedir um escadotinho, mas não quis incomodar a operação de um cão muito doentinho. Também se o gajo não fazia como este meu amigo, é porque não queria nada conosco. Além disso este é azul como os meus olhos e o outro era verde, mas parecia com pouca esperança de querer novos amigos.

Este era o macho, o outro era a fêmea. Se calhar as coisas não lhe corriam bem!

As minhas janelas

 Nasci no Lugar de Adrão   Na serra de Soajo As Caminhadas por aí   Estive em Moçambique   A Arrelia do Quico   O meu Pilantra s     As bele...