sexta-feira, 27 de junho de 2008

Uma Cavalgada ...

... pelo Algarve.

O Ventor, agora, para seus males, não anda montado no Antar. Para cavalgar pelo Algarve, usou um cavalo semelhante ao do D. Quixote, talvez ainda mais calão. Ao menos, podia ter tentado o grande cavalo Strada, do Capitão D'Artagnan.

O Strada era, concerteza, um grande cavalo, mas o Antar é outra coisa. No meio dos dois, entre o Strada e o Antar, está o Bucéfalo do nosso amigo Alexandre "O Grande"!

Mas nesta fase da caminhada do Ventor, pelo nosso Planeta Azul, os cavalos já têm pouca importância. Ele está com dificuldades em saltar-lhe para a garupa e pô-los a correr contra o vento. Against the Wind! Tudo está a falhar na vida do Ventor! Mas, mesmo assim, ele deu umas caminhadas ... e, bem sei que não foram à velocidade que ele gostaria mas, a PDI está a tomar proporções terríveis!



A bela Marina de Vilamoura e os mastros que o Castor quer transformar em sustentáculo de uma nova represa

Vocês imaginam o Ventor a caminhar pelo Algarve, coxo e a ter de arrastar a minha Dona, bem mais pior que ele? Não. Não imaginam, mas eu sei como é! Um coxo a rebocar outro! Mas houve uma coisa que fez que o Algarve, este ano, fosse mais bonito!



O Ventor esqueceu-se de lhe pedir para deixar as palmeiras intactas. Ai as palmeiras!

Quando o Ventor começou a pensar em ir até ao Algarve, tudo começou a correr mal e, mesmo assim, no meio do mal, o Ventor lembrou-se que, noutros tempos, andava por aqui uma Mouchinha que piava e que, cada vez que aparecia, fazia com que o Ventor se lembra-se, através dos seus pios, dos mouchos que, noutros tempos. piavam à sua passagem.



Isto deve ser o passeio público de Vilamoura. Ali as pessoas parecem tontinhas num vai-vém

Os animais, diz o Ventor, são todos inteligentes, alguns mais que outros  e, baseados nisso, ou o Ventor quis conhecer a Mouchinha ou a Mouchinha quis conhecer o Ventor, já não sei como foi, mas sei que o Ventor disse à Mouchinha que, em nome das velhas caminhadas virtuais, e uma vez que a sua caminhada se dirigia rumo ao "Beco do Moucho", se ela tivesse a vontade de vir a conhecer o Ventor, ele tinha, de certeza a vontade de a conhecer! E foi assim que decidiram encontrar-se na Marina de Vilamoura.



O Ventor não liga e fotografa tudo sem perfeccionismos. Dis que assim tudo é mais perfeito!

O Ventor mandou um e-mail à Mouchinha e os télélés dele e da minha Dona e a Mouchinha, linda, como sempre ele pensava que era, disse: "olá Ventor"!

O encontro foi, em Vilamoura, no Bar do Figo! Claro que o Ventor vai onde for preciso com um "animal lindo" e como sabem, os mochos são lindos!

Mas foi ainda mais lindo que o Ventor esperava! Ao chegar a Vilamoura, a Mouchinha esvoaçava sobre a Marina e veio ao encontro do Ventor! Rebocou o Ventor e a minha Dona até ao bar do Figo e, até parecia que o Ventor estava talhado para ter mais uma alegria nesse dia. O Senhor da Esfera assim quis! Numa mesa, estava sentado a falar ao télélé, imaginem só, ... um castor! O Castor (lembram-se do Castor?), estava ali a combinar como seria possível, com os seus dentinhos roedores, começar a destruir mastros e fazer ali uma represa especial!

É que ele sabe como se fazem represas em locais paradisíacos, mas mirava e remirava os mastros dos Yats na Marina a ver se tomava jeito para começar uma nova obra.


Mas em Vilamoura a vaca não foi esquecida. Pois claro que só uma vaca leiteira daria força a Portugal, mas muito leite vem de fora e a desilusão instalou-se ràpidamente!

Eu fiquei com raiva por o Ventor não me ter dito nada, porque se dissesse, para conhecer estes dois, eu até era capaz de ir com o Ventor até ao Algarve. Queria lá saber da viagem. Assim até era capaz de comer uma latinha de musse de salmão, no Bar do Figo! E sempre aproveitava para brindar uma grande saúde com esses dois amigos. Eu e o Ventor ficamos com muita pena por eles terem fechado os seus cortinados e com saudades, mas vamos continuar a ser sempre amigos.



Depois, após o esforço da minha dona caminhar, o inverso, no tal passeio público, com esperas de alento, lá prosseguiram caminho, com o Ventor sempre a espreitar os postes a ver se a Mouchinha esvoaçava entre eles. Mas nada!

O Ventor gosta muito da alegria da linguagem escrita e sentiu a falta dos blogs desses dois amigos. O Castor é especialista a construir represas e a Mouchinha com os seus olhos redondos como os meus, dá alegria ao esvoaçar em volta do Ventor, ou quando pousa sobre um poste a olharem-se, olhos nos olhos!


Por fim, Apolo disse ao Ventor para esquecer os olhos lindos da Mouchinha porque o Castor estava decidido a ir aos mastros e ela ficaria lá esvoaçando de mastro em mastro. E assim o ventor lá arranjou maneira de encaixar esse dia nas suas memórias e que eu, como sempre, lhe prometi colocar aqui, tal como ele me contou

Quando o Ventor vê os seus velhos amigos mochos, lembra-se sempre desta bela amiga que nos dizia sempre, "olá".

Claro que o Ventor tirou fotos para a nossa posteriade, mas não sabe como fez que as fotos foram parar ao cestinho desta coisa e sumiram. Agora não tem mocha, nem Castor, nem nada, mas ele diz que trouxe a alegria da sua presença dentro da sua caixa craniana. Era exactamente isso que eu queria também!

Mas pelo menos, sempre poderei dizer aqui: "Olá Mouchinha Linda", "Olá Castor"!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A minha Dona está doente

A minha dona está doente mas ela diz que vai ficar boa!



A minha dona foi operada a uma hérnia lombar, no Hospital



O Ventor andou por aí a conversar com o Senhor da Esfera e, quando chegou, ela dormia


Pediu-me para mandar beijinhos para todos vós, especialmente, para todos aqueles que enviaram e-mails a perguntar por mim, pelo Ventor e por ela.



Depois tudo seguiu os seus trâmites, até as tostas. Com o Ventor não se pode morrer de fome!


Mas eu vou incluir aqui duas amigas de que gostamos muito. A nossa Mouchinha linda, e a nossa bela menina das Caldas. A nossa Kaldinhas!


O Ventor e a minha Dona nunca as esquecem e eu nem se fala! Só tenho pena que elas tivessem abandonado os Blogs. Agora ando por aqui quase só e o Ventor diz que os meus Cantinhos são para morrer! Vão morrer os meus cantinhos na Net! Para tudo há um timing e este está a passar! Estão a acabar as caminhadas do Ventor e, sem caminhadas, não há matéria prima, nem para ele, nem para mim.



A minha Dona ia-se torcendo de dores mas ia sorrindo sempre


Mas o Ventor vai deixar-me ficar com o Blog, Vivendo as Memórias, onde penso continuar a falar-vos de nós. De mim, do Ventor, dos seus (nossos) Amigos de Sempre, da minha Dona, de ... sei lá! Mas deste gajo é de esperar tudo! Quando aquela amiga muito especial (a hérnia) lhe dá para brincar e lhe dá dentadas na coluna, ele fica insuportável, até para mim!


Mas se o Ventor me deixar, eu irei colocando por aqui parte das minhas Arrelias e elas são tantas que nem vos passa pela cabeça! Eu gostaria que as minhas Arrelias acabassem, mas, infelizmente, isso torna-se impossivel! Cada vez tenho mais, mesmo não falando delas. Por isso, talvez o Ventor me deixe contar por aqui uma ou outra.



Também queria que o Ventor lhe mostra-se os e-mails dos amigos


Aqui, em casa, está tudo doente! Até eu, que o Ventor dizia que era o único que escapava. Agora, já não escapo também!


A minha dona teve de ser operada outra vez, e voltou a aparecer-me de "limusines"! Ela adora-me, mas as dores que tem são tantas que até está a perder a paciência para mim! Eu fico a olhar para ela e só me aproximo quando, cheia de pena de mim, faz sinal para me aproximar. Então faço-lhe muitas festas e apetecia-me chorar com ela.



Mas ela, já está treinada para sofrer e sorrir


Está a travar mais uma grande batalha pela sua caminhada. Já tomou banhos de cortisona. Três grandes banhos, pelo menos, em tempos, e está a ver que se aproxima outro terrível, se não houver alternativas. À noite e de manhã são momentos terríveis, quando as dores são campeãs.



Nunca deixa de sorrir, mesmo quando os amigos não lhe vêm a cara! Olá, Tina e Alex! Ela estava a falar convosco, mas para todos foi assim!


Por isso, o Ventor já não tem vontade de fazer caminhadas e cada vez tem menos. Será que o Senhor da Esfera vai deixar a minha Dona ter mais alguns momentos de Paz?


Mas pronto!


Para aqueles que não se esquecem de nós, nos seus e-mails, o Ventor manda um grande abraço ou beijinhos e vai respondendo, a minha dona manda beijinhos para todos e eu, ... bem, eu, continuo a ser o mesmo Quico. "Olá, Maralhal"!



Da sua janela, a minha dona, reparava na passagem do nosso amigo Apolo que lhe enviava beijinhos pelo Ventor

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dia Mundial do Livro

Hoje o Ventor falou-me sobre livros.


Sobre os vários livros que transformaram e continuam a transformar o Mundo.


O livro é, genericamente, um dos nossos grandes amigos!


E se forem muitos livros, então serão muitos amigos. Muitos, muitos amigos!



Vocês já imaginaram um gato a tratar dos livros?


O Ventor já andou há séculos, há milénios, pelas melhores bibliotecas que existiram pelo mundo. As bibliotecas das lápides, das tijoleiras, dos papiros e sempre soube ter todas essas maneiras de fazer comunicação com aqueles que trazem o futuro com eles.


Houve, pelos tempos fora, quem não visse com bons olhos as histórias que serviram de ponte com o  passado. Às vezes muitas tabuinhas de pedra e muitas tijoleiras serviram para passar o testemunho dos nossos antepassados e serviram, também, para partir cabeças, quando os que serviam de ponte se chateavam.


Haviam os que discutiam as verdades das tabuinhas e outros modos de comunicar com o futuro e haviam aqueles que se chateavam com esses. Por isso, ainda hoje há aqueles que tentam fazer a ligação das pontas ou, se preferirem, dos pedacinhos que vão aparecendo suterrados por aí .


Hoje o homem sente uma certa avidez por novos conhecimentos e, por isso, alguns homens tratam esses bocadinhos como se fossem pepitas de ouro.



Quando o Ventor diz: "que está a fazer Quico"? Eu digo logo: estou a limpar!


Houve também os que, por inveja, ou por despeito, se chateavam com os conhecimentos dos outros e, então, pegavam fogo às Bibliotecas.


Foi o que aconteceu com a grande Biblioteca de Alexandria e, através dos milénios, com muitas outras.


O Ventor diz que a primeira desfeita que lhe fizeram até hoje, foi quando era muito pequenino, lhe tiraram um livro das mãos e atiraram com ele contra uma porta. Diz o Ventor que teria preferido que o atirassem a ele!


Mas pronto, isso são outras histórias! Hoje só interessam os livros! E, também, como hoje é o Dia Mundial do Livro, o Ventor pediu-me para ser eu a prestar aqui, nos nossos blogs, uma homenagem a essas coisas lindas da Humanidade.


 Mas, o que pode dizer um gato sobre livros? Nada, pensarão vocês. Enganam-se! Porque julgam que eu sou o gato do Ventor?



Com o Ventor, tenho de tratar bem os nossos amigos livrinhos! Façam o mesmo


Os livros pegam nos homens pela mão e com toda a meiguice deste mundo, os levam a passear, sobre os rios, sobre as montanhas, sobre as planícies, sobre os oceanos, por entre as estrelas, pelos pólos, etç.


Fazem com que todos nós, os que não são analfabetos e até muitos daqueles que são analfabetos (porque ouvem as nossas histórias e passam a outros), vamos passear pelo passado, contam-nos lindas histórias de amor e, também nos falam das desgraças e virtudes da Humanidade. E, até, nos permitem sonhar com o futuro!


Não esqueçam esses amigos! Deiam-lhe as mãos e caminhem com eles na preparação do conhecimento que nos levará até ao objectivo final - o Ponto Ómega!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ela Precisa de Vós

Chama-se Andreia!

Poderia chamar-se Maria, Albertina, Rosa, Teresa, Clementina, Joana ... sei lá ... qualquer outro nome!

O Ventor diz que, todos que se encontram enquadrados nos parâmetros do pedido abaixo formulado, devem ajudar.

O grande problema chama-se incompatibilidade.

Conseguem virar as costas a este pedido?

Mas não se esqueçam que há outras Andreias, outros Joãos, outros Manéis ... tantos a afogarem-se na esperança de uma compatibilidade.

Imaginem-se presos nesse labirinto de incompatibilidades!

Pensem bem, na hipótese provável de, um dia, algum de vós ou da vossa família, dos nossos amigos, ter, devido a gente generosa, a alegria de ouvir, num desses penosos antros de incompatibilidades esta frase. "já temos medula compatível para ti"!

Conseguem imaginar a alegria que invadirá esse espírito aterrorisado?


Não deixem que se suma a esperança da Andreia e de todos os outros. Não deixem que a sua energia se esvaneça no horizonte inclemente do desleixo humano. Os humanos, são, quando querem, muito generosos e é dessa generosidade que dependem vidas como a da Andreia e outras.

Segundo dizem ao Ventor, não é difícl dar um pouco da vossa medula. É quase como dar sangue!


Há dadores de medula óssea como há dadores de sangue, mas uma e outro nunca chegam. É sempre preciso mais!

As necessidades são muitas e as ofertas são poucas. Todos aqueles que estão nas condições de um dador, não devem encolher os ombros, não devem esquecer os seus semelhantes, devem dar os paços necessários em frente!


Deixem que a vossa generosidade permita que a Andreia continue a agarrar a luz e a energia do nosso amigo Apolo. Isso só é possível com a vossa ajuda.

Todos os que por aqui passam, têm visto que eu e o Ventor nos preocupamos com aqueles nossos amigos que são marginalizados pela sociedade humana.

Mas, nestas circunstâncias, não esqueçam que, não cooperando, estão a marginalizar os vossos próprios semelhantes e, o Senhor da Esfera não perdoará, pelo abandono de uns nem de outros!

Não abandonem a Andreia nem todos os outros que, apanhados nas malhas dos azares da vida,  fazem parte de uma penosa caminhada.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Uma bela Sinfonia

Pois ...


... a Sinfonia!


Vocês nem imaginam o que eu passo com o Ventor! Tão depressa está a morrer como, de repente, se levanta e vai ouvir a nossa sinfonia!


É que nós temos aqui uma bela sinfonia! Uma sinfonia, organizada, preparada e executada por rãs. Lindas rãs!


O Ventor está sem dormir há mais de 50 horas. Não! Não são insónias! Deu-lhe um gasganil! Mas ele não se importa. Diz que, quando morrer vai até à cabaninha do Sr. da Esfera! O Ventor está com muita dificuldade em se manter em frente desta máquina porque tem dificuldades em manter os olhos abertos.


Ontem, enquanto a minha dona desnorteada tentava dormir, eu dormi à sua cabeceira e sempre que acordava espreitava-o e cheirava-o para saber se estava bem. Sabem o que ele fez? Correu comigo!


Depois adormeci junto dos seus pés e, quando acordei, ele já não estava lá. Fui à procura dele e descobri-o à varanda ás 4 horas da madrugada. Chamei-o e ele fez-me xiu! "Xiu, cala-te! Não posso estar frente ao computador, nem ver televisão, vim ouvir outra música, nem ler livros"!


 


Agora o Ventor prepara-se para outras sinfonias 


Não podia ver televisão, não podia estar frente ao Computador, não podia ler e foi-se pôr à varanda a ouvir a sinfonia das rãs! Coloquei-me a seu lado, na metade do meu miradouro e escutei como era bela a sinfonia que animava o Ventor. As rãs conseguiram aquilo que eu não consegui. Animar o Ventor!


Estivemos os dois caladinhos a ouvir aquela bela música e eis que o Ventor saíu-se com outra dele: "falta a minha amiga Diana, Quico! Não tardará muito, aí estará ela comigo para ouvirmos a sinfonia das rãs  e para dançarmos juntos. Vais ver a minha amiga linda e toda encantada a dançar para mim! E eu cá em baixo a pedir-lhe para descer e dançar comigo neste jardim. A sinfonia estará preparada"!


Depois, nunca está satisfeito. Quando chegou de Lisboa para almoçar, nem podia falar e vinha chateado com a minha dona que o queria levar ao Hospital da Luz mas, foi para o meu miradouro para ver a galinha d'água a tomar banho e continuar a ouvir a nossa sinfonia!


O que a minha dona e eu sofremos por este gajo!

domingo, 23 de março de 2008

Domingo de Páscoa

O dia aqui está lindo!


Muita gente precisará deste solinho que eu e o Ventor temos aqui. Nem todos por esse mundo fora terão um solinho destes.


Muitos terão muitas amêndoas, outros terão 2 ou 3 mas, se calhar, muitos mais nem as verão!


Ou eu ou o Ventor, temos desejado aqui, castanhas para todos pelo S. Martinho e, também nesta Páscoa, ele e eu, gostaríamos que todos tivéssemos amêndoas!


Para aqueles que não têm, eu vou fintar o Ventor!


Ele pediu-me para mandar 3 amêndoas para cada um de todos que por aqui têm passado e também para todos que ainda não passaram. Mas, como sabem, está na hora da minha sorna e, como temos aqui um belíssimo hóspede, o Rafinho da Joana, vou dizer ao gajo que passei estes anos todos a distribuir amêndoas e, por isso, este ano, terá de ser ele.


Se o Ventor sabe que ponho um hóspede a trabalhar, mata-me! Mas o gajo prometeu-me que não lhe dizia e até me disse que, se isso é função do coelhinho da Páscoa, porque teria de ser um gato rançoso a fazê-lo. Já viram o que ele me chamou? Gato rançoso!


 


E agora como faço? Como faço o transporte das amêndoas? Quem me mandou a mim meter-me com um gato, cheio de ronha? Ainda por cima nem posso perguntar ao Ventor como se faz isto. Ainda o outro dia cheguei a este mundo já estou metido em apuros! Porque não fiquei antes a guardar a jinginha de Óbidos que ofereceram ao Ventor! Bem o melhor é começar por um lado. Como é que o Quico diria? Ah! Cá vou eu Maralhal!


Mas quando o Rafinho souber as amêndoas que vai ter de distribuir, passa-se!



Tu, tu e tu, e catu e mais tu ... tomem as amêndoas do Ventor


Por isso, meus amigos, não digam ao Ventor que eu fiz que este nosso hóspede se transforma-se em coelhinho da Páscoa. Aceitem as amêndoas que ele é porreiro! Malcriado, mas porreiro!


Beijinhos para as senhoras e abraços para os cavalheiros.


E uma Páscoa Feliz para todos.


Ah!!! Tratem bem o Rafinho!

quinta-feira, 6 de março de 2008

A Galinha d'Água Voltou

Está aqui, perto de mim.


 


Uma beleza a galinha d'água, mesmo aqui em frente ao meu miradouro


Daqui também vejo os patos e as garças que vêm e vão e vão e vêm, tal como as gaivotas. Ontem, o Ventor foi espreitar os pavões a Alfragide, os coelhos bravos e, na volta, foi assitir à revolta dos cisnes!



Os pavões de Alfragide, amigos do Ventor



Pelo sim, pelo não, sempre alerta



Eles sabem que o Ventor não vai lá pelas galinhas e pelos galos


A mãe Pingas e o pai Pingas já fizeram o ninho. Agora a mãe Pingas já está choca, deitada no ninho e não quer saber do Ventor para nada.


Quando o Ventor chegou ela só abriu os olhos e voltou a escondê-los debaixo das percianas e resguardados pelas penas. O pai Pingas também estava ao lado dela no ninho e ao ver o Ventor, levantou-se e disse-lhe: "estava a dormitar, Ventor! Vou ver se os malvados dos meus filhos pôem as patarronas, deles, no meu lago"!


O Ventor encolheu os ombros e ele não quis mais saber do Ventor, desceu para o lago e, diz o Ventor, até parece que meteu o turvo!



O cisne Pigas, o terror dos seus filhotes


Enquanto o Ventor conversava com a mãe Pingas, aquele desalmado experimentou dar uma trepa nos seus filhotes, mas eles fazem-lhe a vida negra. Ele diz que não os quer no lago e os filhotes chamam-lhes pai tirano e tudo. O Pingas não sabe para onde se virar. Corre atrás de um, os outros dois entram no lago. Quando ele corre atrás de outro, o que já tinha fugido, volta a entrar no lago e assim por diante. Às vezes eles ficam fora do lago a gosar com o pai, porque ele não tem a leveza dos filhotes e, em terra, eles ganham-lhe.



A mamã Pingas prepara-se para pôr os seus ovos


Eles fazem um festival e o Ventor não percebe porque não fazem tréguas e se entendem todos no lago. O Ventor já me contou que isto é mesmo a vida de cisne! Constituem família e, depois, ficam todos babados com os filhotes que tão bem zelam por eles como pais, mas quando se aproxima a nova época de acasalamento, os pais correm com os filhos para irem à procura de mundo novo. Mas estes filhos não querem saber! Dizem que nasceram num mundo civilizado e, como tal, têm de se integrar nele! Tudo isto é uma paródia para o Ventor.



O mais novo filhote, pisga-se ao mister Pingas


Depois veio ter com os patos nossos vizinhos e do meio das ervas veio um pst! Pst! Pst! ....Pssst!! Era a galinha d'água, a nossa menina! Ela disse ao Ventor que gostava de me ver e que voltou porque não há sítios decentes paras as galinhas d'água. Nenhum local onde ela possa estar presta e, por isso, voltou porque sempre está perto de nós. Agalinha gosta de nós!



Mas a luta é sem quartel!


Agora o Ventor vai pedir ao responsável pelo ambiente na Amadora (parece que é uma senhora) para deixarem resguardos para a galinha d'água quando limparem a ribeira. Devem limpar a ribeira por troços, para deixar locais para ela se esconder. Se houver boa vontade, não custa nada! O Ventor diz que temos a obrigação de ajudar estas coisas lindas perdidas em nichos do seu velho mundo que os humanos lhes roubaram.



Prepara-se para fazer uma pausa. Mais lá para o fundo


O Ventor diz-me que, antigamente, as ninfas do Tejo, aquelas que ajudaram o Camões a escrever os lusíadas, subiam as ribeiras desde o Tejo até aos mais altos outeiros que rodeavam a Amadora. Elas vinham a saltar de flor em flor, bailando em sítios como aquele onde o Ventor se encontra com os lírios e escondiam-se umas das outras entre as flores. Sim porque as Ninfas a que o Camões chamou Tágides, também brincavam às escondidas e á cabra-cega! Às vezes, até se escondiam nas penas das aves, como as galinhas d'água, os patos, as garças e ... por vezes, até aproveitavam a boleia das gaivotas que também vinham apreciar as belezas que por aqui havia, como ainda hoje fazem. O Ventor já contou creca de 60 gaivotas na serra da Mira, quando fogem ao mar bravo que fustiga a barra do Tejo.


As ninfas que, tal como as abelhas, se enchiam de pólen ao brincar nas flores, desciam as ribeiras nas asas das libelinhas e, ao chegarem ao Tejo, lavavam-se todas, ns suas belas margens, furtando-se aos olhos do Ventor.

As minhas janelas

 Nasci no Lugar de Adrão   Na serra de Soajo As Caminhadas por aí   Estive em Moçambique   A Arrelia do Quico   O meu Pilantra s     As bele...