quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Amigo em perigo

Se quiserem podem carregar nos Velhos Trilhos para verem a Tasca do Sonho


O Ventor, uma noite destas, mais o avô do Tomás foram à procura de um angolano que, com uma grande piela e sem carta, lhe partiu o carro na rua. A Polícia (sete polícias, ou tudo ou nada), levantou um auto e o Ventor foi lá, à Esquadra de Queluz, pedir o nome e a morada daquele desgraçado que lhe partiu o seu lindo brinquedo - o seu carro velhote!


 Muito simpático o homem de 29 anos. Quanto a isso, nada a dizer! Tem duas filhotinhas pequenas e ele iria ser presente a tribunal ontem e não sabemos ainda como ficou o caso. Mas o pior de tudo é que lá no bairro há uma escola com grandes portões e haviam lá dentro uns três cães e quando iam a passar no carro, viram um cão a correr e que, meio maluco, quis entrar pela grade de um dos portões. Entrou a cabeça e todo o corpo até às ancas e depois nem para trás nem para a frente. Ficou preso!


O desgraçado do cão gritava para o ajudarem e entretanto, um negro que passava caminhava para o portão para o ajudar e o Ventor mais o meu amigo deram a volta ao carro e encostaram junto ao portão quando o negro tentava ajudar o cão, mas estava com receio que ele se voltasse e o mordesse.


O Ventor aproximou-se do cão e começou a falar com ele, com toda a meiguice, como se de uma pessoa se tratasse e o animal foi acalmando ao ponto de olhar o Ventor com olhos de uma grande meiguice. O cão era grande e sendo vadio, metia algum respeito. Fazia lembrar o cão que, segundo o Ventor, lá no Hades, guardava os maus que estavam às ordens do Belzebu.


O negro meteu um pé à grade de ferro de um lado e o Ventor à oposta e o avô do Tomás fazia força com as mãos. O Ventor dizia ao cão para tentar uma perna de cada vez e ao mesmo tempo que fazia força levou lá a mão a ensiná-lo e não é que o bicho percebeu!


Aquele amigo aterrorizado safou-se e foi ter com os amigos que estavam lá dentro. Muito sofrem os animais neste mundo. E agora como é que ele terá saído? Essa pergunta ainda hoje está na cabeça do Ventor!

9 comentários:

  1. Ainda bem que há pessoas que se interessam em ajudar os animais. Foi um gesto bonito que deveria de ser natural...As Musas
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  2. Olá Quico,acreditas que quando comecei a ler,pensei o cão safou-se de certeza.Vê lá tu a confiança que eu tenho no instinto do Ventor para lidar com os amigos que estão em perigo.Ainda não tinha chegado ao fim e já tinha a certeza do que se tinha passado.Como somos felizes de termos um Ventor como amigo,não é Quico??

    Atão e agora Quico,o Ventor não tem brinquedo?
    Ele há cada uma.

    Beijinhos Quico,Ventor, a tua dona e restante companhia.
    Um fim de semana com o cheirinho e o aconchego que as castanhas assadas nos dão.kaldinhas
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  3. Pois e agora passou para a minha cabeçita que, como sabes, não está lá assim muito boa. De qqer modo, partilho a opinião da Kaldinhas: Tive um pressentimento que o bicho se iria safar. Porquê? Porque com determinadas pessoas, as histórias nunca podem acabar assim tão mal, que elas não deixam. Uma grande bicadinha para a famelguinha do meu Quico. Como estou em coma "intelectual" hoje fico-me por aqui (mas sabes, a garrafinha de àgua com gas continua ao meu lado) hi, hi, hi!mocho
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  4. Um dia o meu gato fugiu para a rua. Lá fui eu atrás dele...Fui encontrá-lo engalfinhado com outros gatos...e o que é que eu fiz? :-) Agarrei-o pelas costas...:-/Foi tudo tão rápido que quando me apercebi do que tinha acontecido era tarde de mais...O meu gato deu meia volta e cravou as unhas e os dentes no braço que o tinha agarrado...Ele estava todo eriçado...(ainda hoje quando recordo esse incidente parece que sinto ainda os seus dentes a enterrarem-se no meu pulso.)Olhei para a minha filha que estava perplexa a assistir, respirei fundo e pedi-lhe que fosse a casa buscar uma toalha. E o gato ali pendurado no meu braço. Foi então que comecei a falar para ele, baixinho, chamando-o pelo nome. Aos poucos senti o seu corpo amolecer e o seu pêlo a baixar...continuei a falar-lhe do jeito que eu sabia que ele gostava...E, ao reconhecer a minha voz, olhou para mim e senti os seus dentes e unhas a desencravarem-se da minha carne...O seu olhar parecia querer me dizer...desculpa, eu não sabia que eras tu...Quando a minha filha chegou ele estava já ao meu colo a fazer ronrom...:-)Envolvi o meu braço na toalha e fomos para casa, os três, em silêncio...Fez um ano, no dia 30 de Outubro, que o meu gato faleceu...e ainda hoje eu sinto a sua presença perto de mim...Queria só acrescentar que no dia em que morreu, a minha filha estava com ele sem saber o que fazer...fui para casa o mais rapidamnete possivel. Quando cheguei peguei nele ao colo e fechei-me com ele no meu quarto...eu sabia que nada mais havia a fazer...fiquei ali sentido o seu corpo a ficar cada vez mais frio...as lágrimas deslizavam pelo meu rosto e eu ia falando com ele...baixinho...e os seus olhos olharam nos meus...e...
    delta
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  5. ÓH Quico, a Delta deixou-nos com uma lágriminha no olho, não foi, amigo? Existem amigos animais cuja amizade e amor ultrapassam a vida, muito para além da morte. Bom Domingo para a famelguinha querida e já agora, mesmo sendo no teu canto mas sabendo que não te importas, tambem para a nossa querida amiga Delta.mocho
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  6. (^^,) *siri
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  7. Tu és um gato porreiro...sim senhor! E o Ventor tambem. Cumprimentos a ambos e um valente abraço.Castor
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  8. Água com gás...já estou pronta para outra. Olha, se tivesses um vet como "o meu" que me ia convencendo a levar a minha Zara Azarada a um psicólogo por estar triste...e eu dizia-lhe: "Ó Dr. mas eu chego lá com ela e o que faço?". E ele respondeu: "não sei, possivelmente vai ter que ladrar para ela perceber que é amiga dela e que está ao seu lado, mas não se preocupe que o psicólogo vai-lhe explicar o que vai ter que fazer". Ora, eu cá achei que o correcto seria eu ter uma conversinha "pé de orelha" com ela e arranjar-lhe um namorado. Pronto, a solução foi arranjada, o problema ultrapassado e poupei uns ossitos e umas latinhas da Friskie`s. Estes Vet`s... P.S. - Por falar em médicos, como está a tua dona?Mocho
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  9. A minha dona está-lhe tudo a correr bem, por enquanto. Está chateada, porque não gosta de estar parada, mas não tem outro remédio. Vê lá que hoje deu uma grande caminhada com o Ventor só com uma limusine e como partiram o carro ao Ventor tem de andar de táxi e hoje, até foi a Lisboa, de comboio assinar papelada. Podiam trazer-lha cá mas ela está uma vadia, não gosta de ficar em casa e o Ventor não a deixa ir só e lá vai. Por isso ontem foi às ervas para mim e andou cinco horas no meio dos nossos amigos. Vê lá que até viu o peneireiro a observar a galinha d'água. Bjs.Quico
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    (mailto:quico97@sapo.pt)

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