... pelo Algarve.
O Ventor, agora, para seus males, não anda montado no Antar. Para cavalgar pelo Algarve, usou um cavalo semelhante ao do D. Quixote, talvez ainda mais calão. Ao menos, podia ter tentado o grande cavalo Strada, do Capitão D'Artagnan.
O Strada era, concerteza, um grande cavalo, mas o Antar é outra coisa. No meio dos dois, entre o Strada e o Antar, está o Bucéfalo do nosso amigo Alexandre "O Grande"!
Mas nesta fase da caminhada do Ventor, pelo nosso Planeta Azul, os cavalos já têm pouca importância. Ele está com dificuldades em saltar-lhe para a garupa e pô-los a correr contra o vento. Against the Wind! Tudo está a falhar na vida do Ventor! Mas, mesmo assim, ele deu umas caminhadas ... e, bem sei que não foram à velocidade que ele gostaria mas, a PDI está a tomar proporções terríveis!
A bela Marina de Vilamoura e os mastros que o Castor quer transformar em sustentáculo de uma nova represa
Vocês imaginam o Ventor a caminhar pelo Algarve, coxo e a ter de arrastar a minha Dona, bem mais pior que ele? Não. Não imaginam, mas eu sei como é! Um coxo a rebocar outro! Mas houve uma coisa que fez que o Algarve, este ano, fosse mais bonito!
O Ventor esqueceu-se de lhe pedir para deixar as palmeiras intactas. Ai as palmeiras!
Quando o Ventor começou a pensar em ir até ao Algarve, tudo começou a correr mal e, mesmo assim, no meio do mal, o Ventor lembrou-se que, noutros tempos, andava por aqui uma Mouchinha que piava e que, cada vez que aparecia, fazia com que o Ventor se lembra-se, através dos seus pios, dos mouchos que, noutros tempos. piavam à sua passagem.
Isto deve ser o passeio público de Vilamoura. Ali as pessoas parecem tontinhas num vai-vém
Os animais, diz o Ventor, são todos inteligentes, alguns mais que outros e, baseados nisso, ou o Ventor quis conhecer a Mouchinha ou a Mouchinha quis conhecer o Ventor, já não sei como foi, mas sei que o Ventor disse à Mouchinha que, em nome das velhas caminhadas virtuais, e uma vez que a sua caminhada se dirigia rumo ao "Beco do Moucho", se ela tivesse a vontade de vir a conhecer o Ventor, ele tinha, de certeza a vontade de a conhecer! E foi assim que decidiram encontrar-se na Marina de Vilamoura.
O Ventor não liga e fotografa tudo sem perfeccionismos. Dis que assim tudo é mais perfeito!
O Ventor mandou um e-mail à Mouchinha e os télélés dele e da minha Dona e a Mouchinha, linda, como sempre ele pensava que era, disse: "olá Ventor"!
O encontro foi, em Vilamoura, no Bar do Figo! Claro que o Ventor vai onde for preciso com um "animal lindo" e como sabem, os mochos são lindos!
Mas foi ainda mais lindo que o Ventor esperava! Ao chegar a Vilamoura, a Mouchinha esvoaçava sobre a Marina e veio ao encontro do Ventor! Rebocou o Ventor e a minha Dona até ao bar do Figo e, até parecia que o Ventor estava talhado para ter mais uma alegria nesse dia. O Senhor da Esfera assim quis! Numa mesa, estava sentado a falar ao télélé, imaginem só, ... um castor! O Castor (lembram-se do Castor?), estava ali a combinar como seria possível, com os seus dentinhos roedores, começar a destruir mastros e fazer ali uma represa especial!
É que ele sabe como se fazem represas em locais paradisíacos, mas mirava e remirava os mastros dos Yats na Marina a ver se tomava jeito para começar uma nova obra.
Mas em Vilamoura a vaca não foi esquecida. Pois claro que só uma vaca leiteira daria força a Portugal, mas muito leite vem de fora e a desilusão instalou-se ràpidamente!
Eu fiquei com raiva por o Ventor não me ter dito nada, porque se dissesse, para conhecer estes dois, eu até era capaz de ir com o Ventor até ao Algarve. Queria lá saber da viagem. Assim até era capaz de comer uma latinha de musse de salmão, no Bar do Figo! E sempre aproveitava para brindar uma grande saúde com esses dois amigos. Eu e o Ventor ficamos com muita pena por eles terem fechado os seus cortinados e com saudades, mas vamos continuar a ser sempre amigos.
Depois, após o esforço da minha dona caminhar, o inverso, no tal passeio público, com esperas de alento, lá prosseguiram caminho, com o Ventor sempre a espreitar os postes a ver se a Mouchinha esvoaçava entre eles. Mas nada!
O Ventor gosta muito da alegria da linguagem escrita e sentiu a falta dos blogs desses dois amigos. O Castor é especialista a construir represas e a Mouchinha com os seus olhos redondos como os meus, dá alegria ao esvoaçar em volta do Ventor, ou quando pousa sobre um poste a olharem-se, olhos nos olhos!
Por fim, Apolo disse ao Ventor para esquecer os olhos lindos da Mouchinha porque o Castor estava decidido a ir aos mastros e ela ficaria lá esvoaçando de mastro em mastro. E assim o ventor lá arranjou maneira de encaixar esse dia nas suas memórias e que eu, como sempre, lhe prometi colocar aqui, tal como ele me contou
Quando o Ventor vê os seus velhos amigos mochos, lembra-se sempre desta bela amiga que nos dizia sempre, "olá".
Claro que o Ventor tirou fotos para a nossa posteriade, mas não sabe como fez que as fotos foram parar ao cestinho desta coisa e sumiram. Agora não tem mocha, nem Castor, nem nada, mas ele diz que trouxe a alegria da sua presença dentro da sua caixa craniana. Era exactamente isso que eu queria também!
Mas pelo menos, sempre poderei dizer aqui: "Olá Mouchinha Linda", "Olá Castor"!







Que belo passeio por Vilamoura.
ResponderEliminarFoi pena a saúde não ajudar mas pelo menos deu para mudar de ares.
Daqui a uns dias vou até lá dar umas voltinhas pelo passeio da Marina e comer um gelado cheio de Chantily e chocolate quente, numa esplanada ao pôr do sol.
Um beijinho e as melhoras para o Ventor e para a tua dona.
Oi Quico, fico feliz que a tua dona já pode estar a passear um pouco. Se ainda não é com saúde plena, mas logo será tenho certeza. Diz ao Ventor que também eu gosto de fotos assim, sem perfeccionismos: ao natural. Como é a vida, simples e natural. Ah, e a seleção musical como sempre, me deixa presa por aqui.Dá vontade de ficar e ficar, só apreciando...
ResponderEliminarBem, um grande beijinho a todos voces e que tenham um domingo bem agradável, com lindos passeios!
Passei para dizer que saí daqui http://deltacat.blogs.sapo.pt/ ( plataforma antiga do sapo. Onde está também o teu blogue) e mudei para este endereço http://rascunhos.blog.simplesnet.pt/ onde explico as razões porque saí.
ResponderEliminarEspero que essa saúde já esteja restabelecida.
Lembro-me também muito do Castor de da mochinha.... belos tempos e óptimas brincadeiras que recordo com nostalgia... enfim...
Bjinho
Tudo de bom.
Passei uns dias em Vilamoura.
ResponderEliminarComo está a tua dona? e o Ventor?
Eu cá vou andando com o esqueleto a não dar tréguas e uma infecção surpresa ali para as bandas do pâncreas.
Passei para deixar um beijinho e dizer que vou de férias
ResponderEliminarComo vai essa saúde por aí?
Tudo de bom e continuação de boas caminhadas
Olá, queridos amigos. Devem pensar que sou desnaturada em só escrever agora nesta peça que li com tanta emoção. O que é certo é que me perdi pelos trilhos do Castor e só hoje dei com este lindissimo e carinhoso post. A culpa é do Ventor (claro!!!!) que, com a sua sobriedade, cortesia e elegância, não espalhou aos 4 ventos este texto, nem a mim, com os olhos redondinhos como o Quico que sou, aqui, a estrela da sua escrita. Adorei ter-vos conhecido. A "dona" é lindissima e docissima. O Ventor é elegantissimo e simpatiquissimo. Obrigada a ambos pelo precioso tempo que nos dispensaram. Oxalá venham mais e bons momentos destes. Ficamos à vossa espera.
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